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As Doenças da Tiróide e a Gravidez

 

 

Que efeito tem a gravidez no funcionamento da tiróide?

 

Várias alterações fisiológicas próprias da gravidez obrigam a glândula tiróide a um esforço acrescido:

  • O aumento dos níveis de estrogénio no sangue condiciona um acréscimo das proteínas de transporte das hormonas tiroideias em circulação, o que conduz a um aumento dos níveis totais de hormonas tiroideias no sangue.

 

  • Aumento do volume sanguíneo e, portanto, do volume de distribuição das hormonas tiroideias (fenómeno de diluição).

 

  • Aumento das perdas de iodo pela urina e passagem através da placenta para o feto, com eventual risco de carência do iodo, necessário para a produção das hormonas tiroideias.

 

  • Produção de hCG (gonadotrofina coriónica humana), hormona de origem placentária, que atinge os valores mais elevados no fim do primeiro trimestre de gravidez. Por semelhanças estruturais com a hormona estimulante da tiróide (TSH), pode assumir as suas funções, aumentando a produção de hormonas pela tiróide. A valores mais elevados de hCG correspondem valores mais baixos da TSH.

 

Estas alterações próprias da gravidez traduzem-se em alterações das análises laboratoriais utilizadas para estudar o funcionamento da tiróide e obrigam a uma correta interpretação dos resultados encontrados.

 

Quais as implicações para o feto?

 

A tiróide fetal e o sistema que normalmente regula a sua função só funcionam em pleno a partir das 20 semanas de gestação. Até lá, o feto depende exclusivamente das hormonas tiroideias maternas que são essenciais para um normal desenvolvimento do sistema nervoso central.

 

As doenças da tiróide são frequentes na gravidez?  Têm relevância clínica? São fáceis de diagnosticar?

 

As doenças da tiróide são relativamente frequentes na população em geral e, em particular, nas mulheres em idade fértil.           

O diagnóstico é feito através do doseamento das hormonas tiroideias no sangue e da ecografia da tiróide. É importante relembrar que, na gravidez, os resultados das análises poderão ter uma interpretação diferente, porque os valores de referência habituais apresentados pelo laboratório podem não ser adequados para a gravidez.  

 

Tendo doença tiroideia poderei amamentar?  E se necessitar de medicação?

 

 

A presença de disfunção tiroideia materna persistente após o parto não é razão suficiente para não amamentar. Apesar de "passarem" para o leite, os fármacos utilizados nas doenças tiroideias podem ser utilizados durante a amamentação com pouco risco para o recém-nascido.

No hipotiroidismo, as necessidades de levotiroxina após o parto diminuem, voltando às necessidades basais.

No hipertiroidismo, o fármaco a utilizar será o tiamazol, pois o risco de provocar malformações já não se coloca. Não devem ser ultrapassadas doses de 20 mg/dia.